Uma casa que faz parte da rua.
A Solar Manacá não foi pensada como uma instituição fechada. Ela é uma residência que vive de frente para a praça e que considera o bairro parte da rotina de quem mora aqui.
Voltar ao inícioComo a casa começou
A Solar Manacá abriu suas portas em 2019, no mesmo casarão da Avenida Ipiranga onde a família Rezende viveu por trinta anos. Quando os filhos cresceram e a casa ficou grande demais para duas pessoas, Beatriz e Marcos Rezende passaram dois anos observando o que existia e o que faltava para pessoas idosas no Jardim Botânico.
O que faltava não era cuidado clínico — havia clínicas e hospitais por perto. O que faltava era um lugar onde uma pessoa idosa pudesse viver com companhia, dentro do próprio bairro, sem abrir mão da rua, da padaria, do banco e do ponto de ônibus que sempre foram os seus. A casa foi reformada para isso.
O nome veio da árvore no jardim dos fundos — um manacá-da-serra plantado em 1987, que ainda floresce todo ano em roxo e branco. A Solar veio da orientação da fachada: a casa pega sol da manhã até o meio da tarde, o que tornou o banco de janela dos quartos da frente um lugar muito procurado pelos moradores.
Hoje a Solar Manacá recebe pessoas em três modalidades — programa matinal, estadia de temporada e moradia permanente — e mantém a mesma proporção de oito a dez moradores por vez. Não crescemos além desse número porque queremos que cada pessoa que mora aqui seja conhecida pelo nome por toda a equipe.
A equipe
Quatro pessoas que estão aqui todos os dias. Nenhum terceirizado na cozinha ou na limpeza — tudo é feito dentro de casa.
Beatriz Rezende
Coordenadora geral
Cuidou da casa dos pais por sete anos antes de abrir a Solar Manacá. Conhece pelo nome todos os moradores e as famílias.
Cláudio Figueiredo
Cozinheiro
Trabalhou 12 anos em restaurante familiar no Rio Grande do Sul antes de chegar à Solar Manacá. O cardápio muda toda semana com o que está bom na feira.
Letícia Pacheco
Atividades e passeios
Formada em educação, coordena o programa semanal e organiza as saídas mensais com o mini-ônibus. Ela conhece cada lugar que vale parar no bairro.
Roberto Nunes
Manutenção e logística
Cuida da casa, do jardim e do mini-ônibus. Mora a três quarteirões e é o primeiro a chegar toda manhã.
Como a casa funciona
Alguns princípios que orientam o dia a dia e que as famílias costumam perguntar antes de vir visitar.
Cozinha dentro de casa
Todas as refeições são preparadas aqui. Nada é entregue de fora ou reaquecido. O cardápio da semana é afixado na entrada toda segunda-feira.
Contrato publicado
O acordo de moradia e a tabela de valores estão disponíveis para leitura antes de qualquer visita. Sem letras pequenas, sem taxas surpresa.
Porta aberta para a família
Não há horário fixo de visita. Familiares podem almoçar junto avisando com um dia de antecedência. O quarto de hóspedes fica disponível para parentes de outra cidade.
Jardim e varanda
O jardim dos fundos tem horta, flores e um banco de madeira sob o manacá. A varanda da frente dá para a praça. Os dois lugares ficam abertos o dia todo.
Mini-ônibus próprio
Saídas semanais para o mercado e saídas mensais para parques e concertos. O quadro de saídas com datas, horários e número de lugares fica disponível na entrada.
Registro no CREAS
A Solar Manacá é registrada no Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Porto Alegre e segue as diretrizes da Política Nacional do Idoso.
O que orienta a casa
Continuidade antes de ruptura
Mudar de casa não precisa ser o fim de um capítulo. Quem vem morar na Solar Manacá continua no mesmo bairro, com os mesmos lugares ao alcance. A mudança é de arranjo doméstico — não de cidade, não de comunidade.
Autonomia como ponto de partida
A casa foi pensada para pessoas que vivem de forma autônoma e querem continuar assim. Quem mora aqui decide quando acorda, o que faz pela manhã, se janta junto com os outros ou sozinho no quarto. Não existe uma rotina obrigatória.
Companhia sem agenda forçada
As atividades da semana — jardinagem, coral, roda de jornal, oficina — existem para quem quiser. Ninguém é chamado, ninguém é avaliado por participar ou não. A vida coletiva é uma opção, não um requisito.
Tamanho deliberadamente pequeno
A Solar Manacá recebe no máximo dez pessoas por vez. Esse número foi escolhido, não imposto. Queremos que cada morador seja conhecido pelo nome, que a cozinha saiba as preferências de cada um, que a equipe perceba quando alguém está mais quieto do que o habitual.
Venha conhecer a Solar Manacá
Visitas podem ser agendadas pelo telefone ou pelo formulário no site. Costumamos mostrar a casa, o jardim, o quadro de saídas e o contrato em uma só conversa.